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Ana Paula Bettoni

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I'm Dangerously in Love with you...
April 06

O homem grávido

 
Thomas Beatie, um transexual casado, dará à luz uma menina no Verão depois de várias tentativas para engravidar e após ter sido rejeitado pela sociedade e a sua família.
Beatie, cujo aspecto é o de um homem grávido de cinco meses, submeteu-se a uma alteração para eliminar os peitos femininos e a um tratamento de testosterona no seu processo de mudança de sexo mas conservou os seus órgãos reprodutores, informa a revista norte-americana The Advocate.

Este casal, formado há mais de dez anos, sempre quis ter um bebé mas a mulher de Beatie, Nancy, sofreu uma endometriose há 20 anos e, por culpa dessa doença, foi sujeita a uma histerectomia que a impede de ter filhos.

Logo que conseguiram ter uma situação económica desafogada, o casal tomou a decisão de Beatie ficar com a gestação do bebé de ambos.

"Tinham passado oito anos desde a minha última menstruação mas o meu corpo já se regulava por si mesmo e não tinha que tomar estrógenos nem progesterona, nem sequer medicamentos para favorecer a fertilidade com o fim de ajudar-me na gravidez", assegurou Beatie.

O plano deste casal deparou-se então com a oposição da comunidade médica, vizinhos e familiares.

"Os médicos discriminavam-nos pelas suas crenças religiosas, alguns negavam-se a chamar-me pelo meu nome masculino e a reconhecer Nancy como minha mulher. Os recepcionistas riam-se de nós e os amigos negaram-nos apoio. Grande parte da família de Nancy não sabia que eu era transsexual", explicou Beatie.

O primeiro médico endocrinologista que os atendeu rejeitou o caso porque a sua equipa se sentia incomodada para tratar "alguém como ele", indicou o futuro pai.

Depois de um ano em que correram nove médicos e gastaram vários milhares de dólares, Thomas e Nancy conseguiram aceder a um banco de esperma para fazer o seu bebé.

Todavia, a primeira tentativa não teve êxito e o óvulo fecundado instalou-se fora do útero, levando Beatie à sala de operações onde lhe retiraram uma das suas trompas de falópio.

Quando o meu irmão soube da perda do feto disse: "Foi bom que acontecesse. Quem sabe que tipo de monstro teria sido?".

A segunda tentativa teve mais êxito e Beatie está agora grávido e espera dar à luz uma menina por volta de 3 de Julho deste ano.

"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade.
March 22

Vamos celebrar...

Perfeição

Legião Urbana

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Tanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...

March 21

Curiosidades sobre a depressão..

Análises ao sangue detectam depressão

Investigadores norte-americanos afirmam ser possível diagnosticar a depressão e determinar a eficácia do tratamento com antidepressivos através de uma análise ao sangue. O estudo foi hoje publicado no Journal of Neuroscience.

Os cientistas compararam os cérebros de pessoas depressivas que se tinham suicidado com os cérebros de pessoas sem qualquer historial psiquiátrico.

As análises revelaram que a proteína Gs alfa - que funciona como um marcador biológico da depressão - se encontrava em maior quantidade nas células cerebrais denominadas "jangadas lipídicas" dos pacientes depressivos.

"Essas jangadas são espessas, viscosas, quase pegajosas, e tanto facilitam como impedem a comunicação entre as moléculas da membrana", explica o principal autor do estudo, Mark Rasenick, da Universidade do Illinois (EUA), citado pela Lusa.

Quando esta proteína está presa nas "jangadas lipídicas", a sua capacidade de activar os neurotransmissores fica reduzida.

"Os antidepressivos contribuem para deslocar a Gs alfa para fora dessas jangadas e facilitar a acção de certos neurotransmissores", acrescenta.

Actualmente, são necessárias várias semanas para aferir se um certo antidepressivo está a fazer efeito, enquanto que através deste método é possível observar a mudança da localização da proteína Gs alfa nas células sanguíneas em apenas quatro ou cinco dias, defendem os investigadores.

 

Ácidos gordos ajudam a travar depressões

As pessoas com uma alimentação pobre em peixes gordos são mais propensas à depressão, revelou um estudo levado a cabo por investigadores australianos.

Uma dieta pobre em ácidos gordos ómega- 3 poderá aumentar o risco de depressões ou de problemas cardíacos, revela um estudo publicado esta semana no 'American Journal of Psychiatry'.

As conclusões da investigação relacionam os estados de depressão com o baixo consumo de alimentos ricos em ácidos gordos ómega-3, como o peixe e diversos vegetais, cada vez mais ausentes da dieta diária da população ocidentalizada.
O estudo estabeleceu um elo de ligação entre o baixo consumo destes ácidos e taxas mais elevadas de depressão e de doença bipolar, revelando ainda que os suplementos alimentares de óleo de peixe podem ser utilizados ao mesmo tempo que os anti-depressivos na cura de situações de depressão.
Contudo, estas conclusões não deixaram claro se os suplementos de ómega-3 sozinhos têm propriedades anti-depressivas ou se a sua acção é potenciada quando consumidos com estes medicamentos.
O trabalho foi conduzido por Gordon Parker, director do Black Dog Institute, na Austrália, um instituto especializado em alterações do comportamento emocional, como depressões ou doença bipolar, associado ao Prince of Wales Hospital e filiado na Universidade de New South Wales.

Má dieta pode contribuir para depressão

O cientista considerou haver um cada vez maior interesse na possível relação entre as actuais dietas alimentares e as crescentes taxas de depressão nas sociedades ocidentais.
A dieta ocidental tem-se modificado consideravelmente ao longo dos últimos 150 anos, com os ácidos gordos polinsaturados ómega-3 a serem substituídos por gorduras saturadas, de origem animal, e ácidos gordos polinsaturados ómega-6, dos óleos vegetais comuns, como os de amendoim, soja, girassol ou milho.
O investigador explicou que "durante o processo de metabolismo, o ómega-6 'compete' no organismo com o ómega-3 de uma forma que reduz o nível de ómega-3 no corpo".

Parker acrescentou que as alterações dos níveis de ácidos gordos nas dietas deverão estar relacionadas com o aumento das doenças cardiovasculares, das depressões e de outras desordens neurológicas, já que há vários outros estudos epidemiológicos a apontar nesse sentido.

Os resultados da investigação indicaram ainda que as mães em período pós-natal com baixo índice de ómega-3 no seu leite eram mais afectadas por depressão pós-parto.

Ouvir música reduz dor crónica e depressão, conclui estudo

A audição de música diminui a dor crónica e estado de depressão, e aumenta os sentimentos de poder ou ânimo, anunciam cientistas norte-americanos na actual edição da publicação científica Journal of Advanced Nursing.

Ao longo dos tempos, a música tem demonstrado possuir poderes benéficos no alívio de vários sintomas, nomeadamente, na diminuição do stress e na promoção do relaxamento. Para além disso, vários estudos tinham já indicado que a música podia ajudar a diminuir a sensação de dor. No entanto, nesta pesquisa em particular, cientistas da Fundação Clínica de Cleveland escalaram a diminuição da dor de acordo com o período de exposição à música.
"A dor crónica sem origem maligna é caracterizada por uma dor que persiste para lá das intervenções tradicionais", escrevem os cientistas no artigo publicado na actual edição de Junho da publicação científica Journal of Advanced Nursing (JAN). "Estudos anteriores demonstraram que a música pode ser eficaz na diminuição da dor e ansiedade relacionada com a dor pós-operatória, intervenções e cancerígena. No entanto, o efeito da música não foi investigado", acrescentam.

Os resultados da pesquisa agora apresentados, baseiam-se em testes clínicos que envolveram 60 pacientes com dor crónica sem origem maligna, com idades entre os 21 e os 65 anos. Estes foram distribuídos por 3 grupos diferentes: um no qual os voluntários podiam escolher música da sua preferência - pop, rock, melodias e sons da natureza; outro grupo onde os indivíduos tinham de escolher música de relaxamento num conjunto de 5 amostras - piano, jazz, orquestra, harpa e sintetizador - fornecidas pelos investigadores; e um terceiro grupo que serviu como controlo.

Durante uma semana, diariamente, os indivíduos ouviram música através de auscultadores ao longo de uma hora.
Os resultados retirados da medição escalada da dor, depressão, incapacidade e sentimentos de poder indicam que as pessoas que ouviram música apresentaram uma diminuição da dor entre 12 a 21 por cento, um menor nível de depressão que rondou em média os 19 a 25 por cento, uma menor incapacidade que atingiu os 9 a 18 por cento e um aumento dos sentimentos de poder ou ânimo em 5 a 8 por cento.

"Existiram algumas pequenas diferenças entre os grupos musicais, mas ambos demonstraram melhorias consistentes em cada categoria quando comparados com o grupo de controlo», afirma Sandra Siedlecki, citada em comunicado. «Dores sem origem maligna continuam a ser um grande problema de saúde e os sofredores continuam a apresentar altos níveis de dor sem solução apesar da medicação. Portanto, qualquer coisa que proporcione alívio é muito bem-vinda", conclui.

Fonte: Ciberia.

March 20

Piada muito boa!

Em uma faculdade de medicina o professor diz:
Os médicos têm que aprender duas coisas importantes:
1º - Ter muita atenção.
2º - Nem um pouco de nojo.
Por isso, vamos fazer um teste:
Trouxeram um cadáver e o professor enfiou o dedo no cu do morto,
lambeu e mandou todos fazerem o mesmo.
Todos se entreolharam, com cara de nojo, mas fizeram o mesmo.
Depois que todos lamberam o dedo, o professor disse:
- Ótimo! Nojo vocês não têm. Agora só falta a atenção, pois eu
enfiei um dedo e lambi outro...'
March 19

Conteúdo Pessoal..

O ser humano é o único animal que precisa aprender e desenvolver as características da sua espécie para se adequar em sua sociedade. Quando somos criança, somos constantemente influenciados pelos nossos pais. E cada criança se adapta ao ambiente em que vive dependendo da educação que recebe, elas têm seu próprio jeito de chamar atenção, seja chorando, brigando, fazendo arte ou até mesmo se machucando, mas aquelas que usam a inteligência, criatividade e raciocínio acabam se destacando dos outros no campo das idéias, onde vai ter sempre vantagem..
Na vida, somos observados a todo tempo, as pessoas estão sempre esperando algo de nós dependendo do nível de intelectualidade em que estamos, por isso, não podemos ir além daquilo que nos cabe e sempre ter noção das atitudes que devemos ter dependendo do nível de pessoa que nos relacionamos e ambiente que estamos, sempre avançando no conhecimento.. sem preconceitos..
O conteúdo intelectual é formado pelas informações que nos influenciam constantemente. Os jovens estão cada vez mais atraídos por coisas superficiais, aparência impecável, atitudes e assuntos são reduzidos para serem aceitos em certas sociedades que muitas vezes nçao têm objetivos, ou seja, não levam a nada..
Por isso, as pessoas estão com cada vez mais dificuldades de expressar seus sentimentos, não por não considerar importantes, mas por estar camilhados pelas coisas superficiais que não deixam exergar os sentimentos (profundos). Talvez isto seja um motivo de tanta frustração e revolta dos jovens.
As idéias profundas, os pensamentos convictos sobre cada assunto, a fé naquilo que acredita e as atitudes verdadeiras e autênticas torna uma pessoa única, especial e digna de respeito. Respeito que é sempre conquistado com esforço.. mas merecido..


Metal contra as nuvens

Legião Urbana

I

Não sou escravo de ninguém
Ninguém é senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Sou metal, raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será minha terra
Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.

II

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

III

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

IV

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe para trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

 
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